meios de transporte

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Tudo começou como tudo começa, nesse quesito. Com um colo, mas confesso que não lembro nem a sensação, nem de quem seria.

Depois meus joelhos, engatinhando. Depois minhas duas pernas, agora andando.

Um pouco mais além, pelos 4 ou 5 anos, minha primeira experiência sobre rodas! Três, no caso. Um tico-tico, que era como chamávamos aqueles carrinhos com uma roda na frente e duas atrás. O meu, lindão, vermelho. Desse eu lembro, já que andei nele até não caber mais. Pelos sete ou oito anos. Nessa altura, com os joelhos roçando o rosto e a bunda mal cabendo no selim. Eu queria mesmo é uma bicicleta, mas ninguém podia comprar.

Conhecia ônibus ( até papa-fila, uma coisa parecida com os articulados de hoje, enorme, que saía do  Anhangabaú rumo ao Brooklin), conhecia bonde ( do Socorro até a parada Piraquara), conhecia taxi e lotação.

Avião só fui conhecer aos 12 anos, rumo a Montevidéo.

Carro próprio só depois do casamento. Um fusquinha bege, já velho na época.

Barco a vela e lancha lá no Club, o Indiano, à beira da represa. É claro que eram de amigos e não nossos.

Navio de verdade só há pouco tempo, numa travessia gostosa de Nápoles até a Sicília.

E bicicleta há menos tempo ainda, arranhando as pernas e colecionando cicatrizes depois dos sessenta. Quem mandou não ter aprendido nunca antes ?

Agora hoje, sempre que posso, sempre que o roteiro demande menos de 10 quilômetros e eu tenha mais que duas horas, voltei pras minhas pernas. Ainda funcionam bem, obrigada.

Aguardo no frigir dos ovos e nos anos que faltam conhecer as bengalas e os andadores.

É da vida, essa volta às origens.

Quem me dará o colo final?

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