dia do homem

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É hoje, o tal do dia do homem. Tem o do índio, tem o da mulher, tem um montão de dias por aí. Afinal, são 365 pra nomear e muitos são de duas raças/categorias/espécies/tipos ou seja lá o que for, tudo ao mesmo tempo.

Como dia do santo. Quando eu era pequena e lia tudo que era almanaque (hoje eu continuaria a ler, se ainda houvesse almanaques…) eu sabia que tinha nascido no dia de São João Evangelista. Aí fiquei cabreira quando descobri que havia outro São João, o da fogueira e da quadrilha ( atenção, quadrilha é aquela dança de festa junina e não isso que vocês, tão desavisados quanto eu, podem estar pensando).

Bom, então tem um bocado de santo encavalado no mesmo dia. Nenhum problema: se os dias são sempre em igual número, entra ano e sai ano, exceto os bissextos, os países escolhem dias diferentes pra homenagear personagens iguais. O dia dos namorados daqui não é o mesmo de outros países, o das mães e o dos pais também não. Enfim, nem parecem os dias serem só 365, tanto coisa e tanta gente sendo homenageado.

Mas eu estava falando do dia do homem. O homem, aquele ser em extinção, pelo menos nos bailes e festinhas que eu frequento. Aquele ser que costumava ser bravo e varonil, que tinha muito mais força física que a gente e exercia. Hoje, pra abrir um vidro de azeitona, tenho que apelar pra alicate. Não que não tenha um exemplar masculino em casa. Tenho. Um exemplar com bursite e tendinite. Não serve mais pra abrir vidro de azeitona.

Tudo bem, se os homens não são mais aqueles, as mulheres também não.

Eu, que nunca fiz um puto de um exercício na vida, depois dos cinquenta me regenerei. Saí da vida de ócio físico e comecei a malhar.

E hoje, se não consigo ainda abrir um vidro de azeitona, sou boa como que em carregar botijão de gás.

Mas chega de papo e vamos homenagear os homens. Antes que eles acabem. Parabéns a todos pelo seu dia. Que cresçam e se reproduzam, como dizem os textos bíblicos, que eles são bons e eu gosto.

Mesmo daqueles que não conseguem abrir um vidro de azeitonas.

 

2 thoughts on “dia do homem

  1. Muito obrigado, Maray. Para abrir vidros de azeitona, a Nina tem uma peça plástica muito boa. Envolve a tampa com ela, faz um pouquinho de força, e… Não abre! É aí que eu entro. Com um leve giro, a tampa abre que é uma beleza. Verdade que a tal geringonça de plástico já fez a força, mas deixa prá lá. Na verdade, nem sei se é vantagem ter o “dia”. Já tem “dia” para tanta coisa que esses “dias” já não devem valer muito. Na Câmara, está em tramitação o projeto de lei 2230/11 que cria o “Dia do Encarcerado”. Vai daí que é capaz de algum deputado pretender criar o “Dia da Vítima”. Eu, hein!
    Abração.

  2. Eu ainda consigo abrir um vidro de azeitona, mas tenho evitado azeitonas: calorias demais.

    Quanto a reproduzir, sinto muito, fiz duas mulheres.

    Salve os homens!
    [enquanto ainda existem]

    :)

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