pagando o preço

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Comi uma nhá Benta. Não uma qualquer, mas uma da doceria que eu mais gosto (porém não tanto a ponto de fazer propaganda gratuita). Uma super nhá Benta.

Daí saí pra andar. Uns 10 kilometros.

A coisa é assim: ajoelhou, tem que rezar.

Comeu, gostou, tem que malhar.

Isso de ganhar o pão com o suor do rosto nunca foi tão real. Uma nhá Benta, então! Haja suor.

Até a metade da minha vida – 50 anos – eu comia tudo que queria. Salames, copas, provolones, salgadinhos, empadinhas, tudo sem pestanejar. Nem engordar. Diziam que era ruindade.

Deve ser.

Foi só eu passar dos cinqüenta – só um pouquinho – e a coisa mudou.

Acho que fiquei boazinha.

Preciso voltar a ficar ruim de novo pra comer o que me der na telha sem conseqüências.

Ou começar a treinar pra maratona.

Sabe que eu não consigo decidir?

Semana que vem estarei fora. Buenos Aires me aguarda.

Ah, o tango! Sempre o tango.

E os chinchulines do Arturito, mais os croissants e os alfajores,  é claro.

Estou pensando em voltar de lá a pé…

7 thoughts on “pagando o preço

  1. Só de imaginar, salivo. Nada como uma Nhá Benta. A minha favorita é a tradicional e, já que você não comentou a marca, mantenho o silêncio. Aposto que é a mesma, porque é a melhor :)

  2. Bípede: é essa mesma, pode crer. E ainda acompanhei com umas unhas de gato, pra ela não ficar tão sozinha 😉

    Allan: provavelmente vc ainda terá uns tantos anos, se não for daqueles cervejeiros arretados. Isso porque homem não tem menopausa como nós. Eita mundo injusto!

  3. checaribe

    oi Vadinho! Ficarei de 19 a 23 de maio. O suficiente pra curar – por um período – minha crise de abstinência dos porteños 😉

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