sinais de alerta

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Sabe aquela placa com :”cuidado com o cão?”  Velhíssima, tanto que até em Pompéia ela existia. O tal Cave canem.

Bom, não sei se em Pompéia ou em outros lugares não dizimados pelo vulcão (ou por péssimos governantes e serviços, como é o nosso caso), mas já notei que um montão de gente usa aquela placa sem ter cão. Bota a placa na esperança de que aquilo faça algum efeito…

Quando do meu último assalto ( notaram a colocação chic, como se eu estivesse a falar da minha última temporada na europa?), no desespero que eles sempre me dão, ( e medão também) nós chamamos um hominho desses de alarmes domésticos. Ele ficou uma tarde aqui dando aula das várias modalidades. Depois de pouco tempo percebemos que assalto mesmo era os preços praticados por essas firmas. Preferimos os assaltos “artesanais”, aos quais já nos acostumamos. Bom, mas descobri nessa aula que uma pá de gente bota a cerca “eletrificada” de mentirinha. A cerca existe mas é só pra inglês ver. Ou ladrão ver. Essa eles fazem baratinho. O hominho pergun tou se a gente não queria assim, que sairia mais barato! E ele estava falando sério!!

Existem também aqueles avisos de mãe: “ se você fizer isto ou aquilo, EU faço isto ou aquilo a você!” . Ameaça vazia. A gente sabe, as mães sabem, os filhos sabem, todo mundo sabe mas finge acreditar. E continua fazendo isto ou aquilo, é claro.

Existem os alertas razoáveis e alguns até fundamentais. Mas o povo tem um monte de gente pouco razoável e para os quais a vida não é lá muito fundamental. Sendo assim, placas vermelhas nas praias, avisando de correntezas ou perigos, placas de travessia escolar ou de animais em estradas, placas de velocidade, todos são desrespeitados por uma grande parcela.

Já as placas de sinalização de radares, essas são respeitadíssimas. Todo mundo guia no limite permitido  ao lado dessas placas. Mas deixa passar a placa pra ver só…

Há também os sinais de alerta do nosso organismo. Também pouca gente leva em conta. E olhe que nosso corpo, além de ter razões, tem também muita paciência. Avisa reiteradamente das barbaridades que a gente comete contra ele. Mas só no momento em que não dá mais, em que quase se morre, é que parece que a gente ouve.  Eu mesma fumei durante anos e não foi por falta de aviso.

Agora disso tudo tem um alerta ao qual eu sempre prestei atenção. Vinda de uma família que tão logo dava nome aos filhos que nasciam, em seguida dava-lhes apelidos pelos quais seriam chamados a vida toda, e casada com um homem que sempre me chamou de nomes afetuosos e filhos que sempre me chamaram – como todos os filhos chamam- de mãaaaaaeeê – quando ouço meu nome de batismo por parte do meu marido ou dos meus filhos, tremo nas bases.

Aí tem coisa, avisa o corpo!! E não é coisa boa…

3 thoughts on “sinais de alerta

  1. Wanderlei

    Adorei! A vida como ela é… Ou como a gente insiste em fugir. Valeu a reflexão.
    Bjs!
    @wanderleirib

  2. “Quem avisa amigo é: sorvete faz mal a jacaré.” Foi uma frase dita uma única vez num desenho animado na minha infíncia, mas me lembro sempre. Procuro obedecer aos avisos – à exceção daqueles que o corpo envia – e jamais dei sorvete aos jacarés.
    :)

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