viajando

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Em viagem, aquilo que parecem ser só regras de convivência, questiúnculas culturais sem importância, coisinhas daqui e dali passam a ter uma importância diferente.

Eu achava que estava acostumada com trânsito complicado, morando em São Paulo. Mas Nápoles ganhou. Cheguei ao cúmulo de fechar os olhos, entregar pra Deus, eu que sou atéia, e atravessar sem olhar. Eles param, sim. Se não, eu não estaria aqui digitando. Mas antes chiam bastante. Desviam, buzinam, gesticulam, cantam pneus e cantam qualquer outra coisa. São profundamente barulhentos, estes napolitanos.

E se ofendem rapidinho. Caímos na bobagem de comentar se havia algum problema de recolhimento de lixo ainda, e o taxista quase grita – mais – com a gente. Como assim? Não está limpa? Surpreende-se ele, guiando comme un matto na cidade mais suja que conheci. Tá bom, ta bom, quem sou eu pra discutir com um napolitano…

Veneza foi de tirar o fôlego e Roma uma surpresa a cada esquina. Fora o fato de que o Vitório Emanuele me perseguia, tenho certeza, correndo pra vir se postar na minha frente logo depois de eu tê-lo deixado pra trás. Um brincalhão, esse Vitório Emanuele…

Mas Verona foi meu xodó até agora. Um brinquedinho, um mimo, uma cidade de conto de fadas. E Assis a surpresa mais clara e limpa de toda a Itália.

Vamos ver agora como será a Sicília. Ruinas gregas, prá variar um pouco a montanha de ruínas romana e etruscas.

E sempre tem o tango. Ah, se não fosse o tango, em todas as cidades do mundo!

O tango : um lar, sempre.

2 thoughts on “viajando

  1. Oi, Maray.
    Viagens são sempre caixas de surpresas, não é mesmo? Mas, pessoas são ainda mais. Principalmente se são napolitanos!
    Abração.

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