non ducor, duco?

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Quando meu pai demorava pra chegar em casa, minha avó dizia pra eu bater na madeira 3 vezes e pedir que ele voltava.

Quando eu tinha soluços, me ensinaram a engolir nove goles de água sem respirar que passava.

Quando eu me sentia sozinha, um amigo mandou-me  acender uma vela pro  anjo da guarda, fosse ele quem fosse.

E por aí afora. Não é de estranhar que a gente – no caso eu- crescesse acreditando ter poderes mágicos de controle sobre o mundo.

Era só bater na madeira, acender velas, beber  goles de água.

Com exceção dos goles de água pra soluço, todo o resto logo vi que não funcionava.

E aprendi que eu não controlo o mundo.

Levei uns 40 anos pra descobrir isso.

E estou levando os outros 20 pra descobrir – ulalá- que o mundo tampouco me controla.

10 thoughts on “non ducor, duco?

  1. Maray,
    Quando mudamos aqui para o sítio, um de nosso medos era de que o Eddie Wood, http://www.edbeagle.blogspot.com nosso cão, se perdesse. Dessa forma, fizemos uma medalhinha com o nome dele e mais nossos telefones e a prendemos firmemente à sua coleira. Obviamente, como um bom representante da endiabrada raça beagle, o Ed perdeu esse seu RG. Um empregado do sítio, gaucho, disse que não nos preocupoássemos, pois a medalhinha apereceria. Dito isso, ele espalhou, atrás da casa, umas pitadas de fumo (aquele fumo fedido, em rolo, que o pessoal do interior usa para fazer seus “cigarros de paia”). E explicou que o fumo era para o “Negrinho do Pastoreio” poder colocar em seu “pito” (cachimbo). Pois não é que a medalhinha apareceu, no dia seguinte? Segundo o gaucho, o “Negrinho do Pastoreio” ficou contente com o fumo que lhe foi presenteado e trouxe de volta a medalhinha que ele havia levado.
    Você acredita nessa explicação? Eu também não! Mas que a medalhinha apareceu, apareceu!
    Abração.

  2. Paula: que alegria te ver por aqui! E digo mais, lá pelo fim do mês, espero ser você a se alegrar de nos ver por aí 😉

    JF: eu também não acredito em uma pancada de coisas, de políticos a mula sem cabeça, mas também dou meus pulinhos por aí quando perco alguma coisa. São Longuinho, porque na dúvida…

    Andréa: a gente bate cabeça até que um dia aquele pino fora de lugar se ajeita, né? Ou não.

  3. Alziro: cada vez que minha cachorra (uma delas) vem latir pra mim e aponta pra rua, eu sempre me questiono isso: quem controla quem? Mas pra isso já tenho resposta: ela me controla. E eu gosto!

  4. Eu costumava pedir pra São longuinho sempre que perdia alguma coisa. Mas desta vez eu pedi… pedi… e continuo sem achar o meu bilhete único, que está escondido em algum canto aqui do quarto, rsrsrs…

    Beijão!!!

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