maiôs e bikinis

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Eu tive um montão de maiôs. Do primeiro deles ainda me lembro. Não por ter sido o primeiro mas porque me pinicava.

Era de lã. Como alguém tem a idéia de fazer um maiô de lã não sei, mas antigamente eram assim. O meu era antigo, já naquela época. Uns cinqüenta anos atrás. Ele seco não tinha problema, a lã era macia, mas  molhado era um horror! Ficava pesado, piniquento, largão. Ainda bem que eu só tinha uns 6 anos e nem ligava pra moda, só ligava mesmo pro fato de que incomodava. Hoje tenho 60 e ligo pouco pra moda. Atingi de novo aquele estágio em que ligar, mas ligar mesmo, só ligo pro conforto. Se for alguma coisa confortável e bonita, melhor ainda. A gente volta às origens, em muitas coisas.

Mas não em maiô.

Depois tive um monte de outros, de látex ou helanca. Raramente eram do meu tamanho. Meu irmão dava aula de ginástica na ACM e todo semestre os funcionários “limpavam” o achados e perdidos do clube. Ele sempre me trazia maiôs esquecidos e não buscados. Alguns do meu tamanho, outros nem tanto. O dinheiro era curto e eu muito magrela, tão minguada quanto o dinheiro…

Depois, já quase na adolescência, tive um de ….algodão! Era muito bonitinho seco. Branco com estampa em azul. Já molhado virava alguma coisa colada a pele, deixando à mostra o que devia e o que não devia ser mostrado. Eu o usava com calcinha, por conta do meu recato. E camiseta. Eu era muito recatada, pelo visto, aos 9 anos.

Na adolescência mesmo, tive um vermelho estampado. Com sainha. Lindo! O que não era lindo, eu achava, era meu corpo esquálido. Uma tábua na frente, uma tábua atrás. Lembro que botava algodão na parte do peito pra inflar o espaço vazio. Novamente, seco tudo bem. Molhado, se vocês já viram o efeito da água no chumaço de algodão, podem entender. O peito sumia.  E eu queria fazer o mesmo, terra  adentro.

Mas aí cresci. Engordei uns poucos quilinhos e o corpo mudou. E foi a fase dos bikinis. Nada a reclamar. Tive vários, de todos os modelos.  De algodão ( forrado), de lycra, estampados e lisos, de cortininha e de lacinhos, de fivelas e aros de arame, meia taça e o escambau. Eu gostava de bikinis.

E ultimamente, há uns 3 anos, comprei um maiô inteiro, estilo Esther Williams, que sempre admirei. Baixou-me uma onda vintage, além de um certo recato. 

E sabe que eu ainda nem estreei? É que nos últimos anos deixei de gostar de praia.

E fazer trilha no mato de maiô não iria ser legal.

Ia pinicar.

5 thoughts on “maiôs e bikinis

  1. Agora eu vou ficar aqui com a cena da Maray fazendo trilha fantasiada de Esther Williams… hahaha!!!

    Devo confessar que o meu problema com maiôs e biquinis sempre foi o excesso. Nesses últimos anos, que o excesso cismou de me pegar, fiquei com menos vontade ainda de usá-los. Fujo de praia e piscina assim cono Conde Drácula foge de alho e cruz.

    Beijão!!!

  2. …Piscina?

    Lembro que meu pai chegou a comprar pra mim um maiô masculino, como aqueles antigos que os Aqualoucas usavam. Não cheguei a usar. Sunga era de bom tamanho. :)

  3. to aqui lembrando: biquini de crochê, que a gente mandava fazer na moça que morava na barão da torre, em ipanema, no subsolo. a gente escolhia a combinação de cores. o meu era rosa bebê. Lembrei tb de um de tecido de algodão, florido, que qdo molhava ficava duro e o peito pulava pra fora, mal acomodado. por mais gorda que eu tenha ficado, nunca consegui usar maiô, aquela barriga coberta e molhada é incômoda demais pra mim. e depois, além de gorda, ainda ter barriga branca, né? fala sério…

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