língua portuguesa

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Não sou uma pessoa com muita facilidade com idiomas. Arranho espanhol e italiano o suficiente pra não morrer de fome, pra entabular diálogos sem muita profundidade, pra comprar ( mas não pra vender, pois teria que saber argumentar), pra fazer bilu bilu em cachorros e crianças e pra pedir informações. Também sei agradecer em várias línguas, que é sempre bom.

Com minha própria língua não sou de todo má. Um bom vocabulário conseguido com muita leitura boa e muita ruim também, com a seção “enriqueça o seu vocabulário” das Seleções, assinada por meu pai, por jogos tipo Master , Psico ou Palavras Cruzadas, vício mais antigo da minha coleção.

Mas a nossa língua é traiçoeira, por vezes.

Outro dia, explicando a um amigo que acho muito deprimente passar roupa, e que por isso mesmo, passo sempre roupa com televisão, provoquei um ataque de riso. “ E não é pesado segurar a televisão pra passar roupa?” disse ele rindo. Só aí entendi.

Agora mesmo explicando ao maridão que teria que sair pra comprar sal, disse que passaria no “sacolãozinho”, um pequeno sacolão perto de casa. Assim como tive um amigo apelidado de Carlãozinho. O que parece um paradoxo nem é. Trata-se de uma forma afetuosa – o diminutivo – de chamar pessoas ou coisas. O sacolão é o do bairro, portanto, mais ligado “afetivamente” a mim do que as grandes redes. E o amigo era querido, portanto, além de ser um Carlão – devido ao tamanho – era Carlãozinho, devido ao carinho.

Estão vendo? O que a gramática não explica o coração compreende.

Como tudo na vida.

PS: não “como” tudo. Sou vegetariana, hehehe.  

 

5 thoughts on “língua portuguesa

  1. Alziro: alguém que está “fadado” não será nunca analfabeto. Você menos ainda, para com isso! (será que esse “para” continua com acento ou não? A gente – eu e você- não está é atualizado com tantas reformas da língua mas a gente consegue se expressar sem nem mesmo “estar usando” o recurso do gerúndio) 😉

    Maurício: tudo de bom pra você também, Maurício! Um bom ano “ilustrado” e colorido!

  2. Tenho muita dificuldade com o português, imagine com o italiano. Noutro dia o português não quis me vender pão e o italiano nem me deixou entrar na pizzaria. Fome gramatical?

    :)

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