carnaval ?

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Hoje é sábado de carnaval. 

Todo diferente dos outros sábados de carnaval.

Não pra mim. A última e talvez a única vez em que estive num baile de carnaval eu tinha uns oito anos e me divertia em engatinhar pelo salão buscando serpentinas pra jogar de novo. 

Ah, e havia lança perfume! Era bem gostoso. Nunca tive um só pra mim, mas no salão havia um montão. Um recipiente dourado, carnavalesco. 

Tirando esses dois aspectos, nunca mais me vi dentro de um salão no carnaval. Até mesmo quando, em 1972, em Salvador, me senti levantada do chão na praça Castro Alves, sem ter a menor intenção de subir. A massa decidia por mim. Um sufoco.

Gosto das música mais antigas, do Lamartine, do Ary Barroso. 

E já gostei muito dos desfiles de fantasia. O exótico sempre me fascinou. E bote exótico nisso quando aparecia a Wilza Carla fantasiada de branca de neve com direito a sete anões! 

Os desfiles das escolas há muito deixaram de exercer qualquer fascínio. Há muitos anos  e há muitos milhares de turistas atrás. 

Pra quem, como eu, é encantada pela percussão, aquele ritmo frenético deixou de ter atrativo. Em matéria de banda militar, eu ainda prefiro Philip Souza. 

Então é isso. 

Carnaval do Covid só vai ter sentido pós pandemia. Pós vacina. 

Enquanto isso, ando atarantada com a compra de azulejos e pisos e a Telha Norte é pra mim, atualmente, minha apoteose carnavalesca. 

Vivas mesmo só pra vacina. O Momo que se lasque.

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