soluções drásticas

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Não sei o porquê, mas hoje, nas grandes capitais do mundo, reina soberana uma enorme roda-gigante. Em algumas da Itália e França colocam, nas principais praças, um carrossel digno do saudoso Joãozinho Trinta.

Não se trata de parques infantis centrais nem mesmo qualquer tentativa de agradar às crianças, pois que criança é o que menos se vê nesses brinquedos. Realmente, não sei o motivo disso.

Nunca fui. Em carrossel já, lembro do meu pai e minha mãe me esperando e eu ali, dando voltas, meio mareada. Nem sei onde era. Nunca mais repeti a experiência.

Roda-gigante é um problemão, do tamanho dela. Não se trata de problemas com girar. Lembro que uma brincadeira que fazia muito com amigas era rodopiar até cair. Uma droga rápida, fácil, gratuita e que dava o mesmo barato de tantas outras sem nenhuma contraindicação, acho.

Mas roda-gigante não dá. Acho que fui umas duas vezes. A última com meu namorado, na praia. Envergonhada, pedi para sair e vomitei ali mesmo, ao descer. Um vexame.

Quando meus filhos eram pequenos, o encarregado de ir na montanha russa e coisas do tipo que se mexem freneticamente sempre foi meu marido. Eu tentei uma vez ir com minha filha nas xícaras voadoras. Uma náusea.

Acho que isso de rodar me afeta. Rodar no ar mais ainda.

Ultimamente até saber que o mundo gira me afeta. Melhor seria se ele parasse e todo mundo fosse jogado dele ao espaço, que, se não me engano, é o que aconteceria.

E aí, começar tudo de novo, como numa nova rodada da roda-gigante.

Sei lá, tanta solução louca aparece que essa pode ser uma…

One thought on “soluções drásticas

  1. COmeçou em Londres. Aì todo mundo resolveu imitar a Golden Eye. Como aquele “I am sterdam” gerou um “Eu amo tal lugar”. O mundo tá cada vez mais pasteurizado.

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