Amsterdã

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Amsterdã. Holanda.

Antes de conhecer imaginava Van Gogh e seu maravilhoso cabelo vermelho- fetiche particular meu – imaginava moinhos de vento e tamancos de madeira. E bicicletas, é claro, mas sem muito destaque.

Conheci finalmente. Decidi não ir ao museu Van Gogh. Muito menos à casa de Anne Frank. Já li o livro e já vi o filme e chorei nos dois. Não gosto de chorar.

Tamanco não vi nenhum. Ao contrário, fiquei contrafeita com os souvenires das lojas: um monte de pênis enormes das mais diversas formas, por conta do sexo considerado livre e disponível mais um monte de canabis, também das mais diversas formas. Achei bem triste um país ter isso como souvenir, mas aí lembrei das borboletas de asas cintilantes dos pratos do Rio de Janeiro e das nossas baianas estilizadas e me conformei. Triste mesmo é a cabeça de quem bola semelhantes souvenires e de quem os compra, alimentando essa indústria rentável e idiota.

E as bikes às quais não dava muita importância, me rendi, apavorada. Logo eu que tenho bike, que gosto delas, que acho uma maravilha em termos de transporte saudável e não poluidor, enfim, rendi-me às bicicletas daqui. As infinitas ciclovias – baita inveja- se enchem de bikes. Mas não só. Nelas podem andar motos, vespas, bikes de todo tipo, cadeirantes e velhinhos em seus andadores motorizados. No pau. Quando quase fui atropelada por um carrinho de bebê decidi manter toda a distância possível das ciclovias. É mais fácil atravessar ruas do que ciclovias em Amsterdã. Um stress danado!

Gente, não aguento mais tanta bike.

Mas existem os parques e lagos. Eu tive um professor de geografia no cursinho, holandês, que exemplificava a situação da Holanda com a nata leve do leite. Assim: a Holanda só está à tona por conta da tensão superficial. Se você apertar de um lado, sobe do outro. Em baixo, só água. Em cima, hoje, só bicicletas. Por aí…

Mas os parques, lagos e canais de Amsterdã valem ter vindo aqui. Um monte de aves, de paz, de flores. Limpos, cheios de gente transparente de tão branca e sardenta tentando desesperadamente pegar uma corzinha e de quebra fazendo pic-nic com a família. Dá gosto ver.

Amanhã indo para a Bélgica.

Quem sabe eu encontre o Tim-Tim por lá…

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