biscoito e escada rolante

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Se alguém tem ou teve, como eu, uma mãe que nunca- eu disse nunca – subiu em uma escada rolante, saberá do que estou falando.

Tá certo que não existiam tantas escadas rolantes naquela época.. Ainda não existiam os shoppings e na loja mais próxima disso na época, o Mappin, a gente ia de um andar ao outro por elevador, com aqueles incríveis ascensoristas recitando tudo que havia em cada andar, sem hesitação e sem – tenho certeza disso- ganhar a mais pela performance.

Mas ela não subia na rolante. Pra mim, no auge da minha infância, aos seis, sete anos, isso era uma tortura. Porque no começo ela também não me deixava subir. Sabe com qual argumento? Se eu não descesse em tempo, a escada rolante ia me achatar, igual biscoito de forno. Eu morria de medo disso.

Aos poucos, porém, ela acabou por me deixar usar a rolante e aí era assim: quando saíamos juntas, ela ia de escada comum e eu subia sozinha na rolante, morrendo de vergonha alheia.

Hoje eu faço como ela. Subo sempre pela escada comum.

Medo de virar biscoito?

Não. Pra gastar calorias e exercitar as pernocas sempre.

Na realidade, por medo de virar pão de queijo, aqueles roliços…

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