sentimentos vis e aeronaves

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Não sei se o homem nasce bom e a sociedade o corrompe ou se ele já carrega dentro de si os genes da maldade, vamos chamar assim, por falta de coisa melhor. Pra falar a verdade, essas não são questões que me interessem, que não me leiam minhas colegas psicólogas.

Mas o comportamento humano, depois de nascido, me interessa muitíssimo.

Viagem de avião. Uma coisa simples (não falo do preço), relativamente comum (ainda não falo do preço), usual pra quem quer percorrer longas distâncias em prazos curtos ( não falo do preço, tá legal?).

Pois é, viagem de avião faz aflorar em mim os piores sentimentos. Aqueles que eu nem me imaginava capaz de sentir, já que sempre convivi comigo de maneira fácil, chegando a me achar uma mulher bem boazinha.

Fila para entrada na aeronave (que nome mais chic!). Algum respeito pelos mais velhos, pelos com dificuldades de caminhar, pelas crianças que ficam ali, sendo arrastadas, só enxergando bundas apressadas em seu caminho? Nenhum. É um pega pra capar pra ver quem entra primeiro, como se isso alterasse o horário de saída da aeronave (agora que aprendi não paro de usar) ou o lugar em que você vai se sentar.

Colocação de bagagens de mão no maleiro. Se é que se pode chamar de bagagens de mão aquelas coisas enormes e pesadíssimas que necessitam mais de duas mãos pra serem carregadas e/ou içadas. Bom, não tem pra todo mundo. Então os espertinhos vão ocupando todos os espaços, numa lei de Gerson levada dos campos para os ares.

Finalmente sentados. Eu, eu mesma, aquela que diz se achar boazinha, fico rezando pra nenhum gordo sentar do meu lado. Nada contra gordos em terra, mas na poltrona ao lado, viro bicho.

Todo mundo sentado, hora da disputa pelo espaço do cotovelo. Mais uma demonstração do egoísmo humano, que não cede nem um cotovelo, essa coisa tão sem importância, por algumas horas.

E chega. Não vou falar da hora da saída, quando nem bem a aeronave ( falei que agora vou usar sempre!) toca a terra o povo todo se levanta e sai catando mala. Nem do atropelamento na porta de saída. Não vou falar disso porque pode ser justificado pelo alívio da chegada, etc e tal.

Pois é, avião , ops, desculpe, aeronave, assanha em nós os piores sentimentos.

Por isso não costumo usar aeronaves com tanta frequência. ( se non e vero, etc, etc)

E não, não vou falar do preço! !

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