desabafos curtos

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Um pouco cansada dessa história que a vida começa aos 40, ou que começa aos 60. Que papo é esse? Tenho mais de 60 e a minha vida começou há exatos 65 anos e alguns meses. E de lá pra cá nunca parou, nem deu pit stop pra trocar pneu e recomeçar. Ela flui. Bem ou mal, ela flui sempre. E espero que continue fluindo por um tempão mais.

 

Tampouco gosto desse papo machão ou feministão (existirá o termo? Sim, porque o conceito existe sim) que diz que sempre é bom trocar uma (ou um) de 40 por duas (ou dois) de vinte.

Como assim? Desde quando gente é camiseta que a gente troca quando rasga, sua,ou está fora de moda?

Gente é introcável. (também não sei se existe o termo, mas tenho certeza que vocês entenderam).

Mais uma vez, não se trata de idade. Se a coisa não vai bem com uma (ou um) de quarenta, existe uma chance muito grande de não melhorar com dois (ou duas)de vinte. A questão não é quantidade, também. Se assim fosse, o povo que se entope de chocolate teria mais prazer do que os que comem, bem devarinho, só um, de boa qualidade. Se é que me entendem.

 

A gente gosta de frases curtas. Não à toa os messengers, os aplicativos de celulares e de computadores indicam um número de caracteres pequeno.

Pra não “dar trabalho”de ler nem de escrever.E,provavelmente, nem de pensar.

Sempre lembrarei do meu amigo N. em assembleias. Tínhamos 3 minutos para falar. Tudo bem, havia as questões de ordem que eram habilmente manejadas pra nos dar mais alguns minutos de voz. Mas era a porra dos 3 minutos pra defender, pra explicar, pra argumentar.

N.se recusava. Ele era maior do que 3 minutos. E tinha razão.

Eu tenho dificuldade de pensar e escrever em 180 caracteres.

Mas posso tentar.

Gente foi feita pra pensar. O resto é drone. E tenho dito.

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