sofá

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Ando procurando desesperadamente sofá.

Não que eu não tenha nenhum. Tenho. Um bom sofá. Mas pequeno.

Com a compra e subsequente quase demolição do apartamento novo, bem maior, um sofá grande  se faz necessário.

Aí fiquei lembrando dos sofás que já passaram por minha vida. Tipo aquelas mulheres que tiveram muitos namorados e ficam lembrando – e catalogando- na velhice, as características dos ex.  

Eu tive muitos sofás.

Filha de pai leiloeiro, volta e meia mudavam os móveis lá de casa. Não por móveis novos, mas por móveis usados que apareciam nos leilões e se tornavam muito interessantes pro meu pai. Herdei isso dele, uma vocação para coisas antigas e/ou esquisitas.

Mas fujo ao assunto.

Sofá.

Não quero, nesta altura da vida, um sofá para me afundar nele. Até porque corro o risco de nunca mais voltar à tona.

Quero um sofá com braços de madeira bem fortes, que eu possa me agarrar pra me levantar.

Não quero um sofá mole demais. Ao contrário, um sofá rijo o suficiente pra me lembrar que posição de coluna ficar é ereta. Como…deixa pra lá.

Um sofá bastante colorido, mas não estampado. De cor eu gosto, de estampa eu canso.

Colorido o suficiente pra tornar a sala uma sala contemporârea mas não brega. O limite entre isso é um fio de navalha afiada.

Quero um sofá gostoso de alisar, como um Golden Retriever. Pode ser veludo ou suedine, mas gostoso de passar a mão.

Um sofá que não balance, que não ranja ( não sei se existe o verbo ranger dessa forma) que não trepide. Para isso tudo já basta minha máquina de lavar que lava bem mas divulga sua atividade melhor ainda.

Enfim, um sofá eficiente e gostoso.

Ah, esqueci de dizer: um preço compatível com meu bolso e não com a bolsa de Dubai.

Será querer muito?