grafite

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Sempre gostei muito de desenhar. Infelizmente, nas paredes de casa nunca me foi permitido. Daí ficou aquela coisa guardada lá dentro, aquela vontade…

Em priscas eras, de campanhas eleitorais sem dinheiro – sim, porque houve isso!- a gente comprava tinta de poucas cores e saía por aí escrevendo o nome dos candidatos preferidos nas paredes. Também na época da ditadura a gente escrevia palavras de ordem. Nessa época, porém, tinha que ser bem rápido. A coisa não era fácil. Daí muitas palavras de ordem na época estarem escritas pela metade. O tempo não deu pra terminar.

A gente, porém, só escrevia em muros autorizados ou de terrenos abandonados. Sempre achei uma sacanagem escrever em muros particulares. O dono da casa não tinha que concordar com minhas idéias. E a gente fazia a coisa bonita. Com letras sombreadas, com volume e tal. Na realidade, fomos o ancestral do out-door.

Mas essa escrita toda não supria aquela vontade antiga de ver parede bem decorada.

Daí apareceu por aqui o grafite. Que coisa boa!

E eu, que já não tenho tanta saúde assim pra carregar latas de tinta e subir nas paredes, passei a fotografar grafites. Dá uma sensaçãozinha assim de coparticipação, de cumplicidade, é bom demais!

Juntei minha mania de andar a pé com minha pequena notável – aquela maquininha que cabe na mão e tem um zoom considerável- e voilá! Ando e fotografo. Fotografo e ando. E fico bem contente pois sei que, mesmo que o prefake horrendo cubra esses grafites, estou dando uma ajudinha pra que eles fiquem pelo menos registrados. Minha galeria virtual já passa de duzentos. E continua crescendo.

E olhe que só ando pela zona oeste e um pouco do centro!

Bem-aventurados os grafiteiros porque deles é o reino da criatividade, da generosidade, da arte espalhada sem cobrança, pra todo mundo, indiscriminadamente!

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meninos, eu vi!

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Ela vende espetinhos de carne na esquina.
Numa esquina bem movimentada, onde passam ônibus e carros mais um monte de pedestres.
E cachorros.
Ela gosta de cachorros. Muito.
O vira-lata chega de mansinho, como vira-lata costuma chegar quando vai aprontar alguma e pula na churrasqueira.
Não alcança, mas um dos espetos cai.
Ela, a princípio de costas pra cena, dá um grito e pega o espeto.
Não, meu amor, você não pode comer isso. Tem muita pimenta! Vai te fazer mal!
O vira-lata, ressabiado, se afasta.
Ela repõe o espeto que havia caído na calçada da esquina movimentada, cheia de ônibus, carros e pedestres, e logo depois o vende.
Ela gosta muito de cachorros.

cidade

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Dois braços, duas pernas, um nariz, pulmões e rins não fazem um ser humano. Pode somar todos os pedacinhos que temos que ainda assim não teremos um ser humano.

Por que? Porque o ser humano é muito mais do que a simples soma de seus pedaços. Conforme o estado desses pedaços, conforme o alimento que nutre esses pedaços, conforme o ar que respiram estes pedaços, conforme a personalidade que habita o ser que detém esses pedaços, enfim, conforme o que somos e tudo que nos cerca, podemos então ser chamados de seres humanos.

Uma cidade não é muito diferente. Diz-se que uma cidade está doente se o ar que as pessoas respiram nela está contaminado. Diz-se que uma cidade está mal se as pessoas que nela habitam não têm qualidade de vida decente. Diz-se que uma cidade não é hospitaleira se as pessoas que chegam nela não encontram abrigo, emprego, condições de viver com dignidade.

Minha cidade pinta as unhas. Minha cidade canta alto. Mas não consegue mais esconder seus tumores e febres, cada vez mais constantes, suas perebas cada vez mais recorrentes.

Quando você vai ao médico, ela não pergunta o que está bem. Pergunta o que vai mal. Porque é isso que precisa ser cuidado.

Se eu estou com micose nas unhas, não quero manicure que as pinte nem verdugo que decepe meus dedos.

Por que um prefeito teria que ser diferente?

Tenho medo das respostas.

cidades mortas

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Não é de hoje que acho cemitérios lugares calmos. Quando era pequena e acompanhava minha mãe ao túmulo da família, onde ela ia com regularidade limpar, polir, trocar toalhas e fotos ( minha mãe tinha mania de limpeza no mundo dos vivos e no dos mortos), eu ficava brincando por ali. Olhando as estátuas, abrindo portinholas de túmulos, metendo o nariz em toda parte. No nosso túmulo, eu cansava de chamar por uma irmã que tive mas morreu muito antes de eu nascer. Fez-me muita falta, uma irmã.

Bem mais tarde, quando tive filhos, às vezes ia passear e ler no cemitério que havia perto de casa. Um grande jardim, sossegado, cheio de flores e nenhuma estátua.

Depois deixei de me interessar. Não sou religiosa e a ligação que tenho com mortos é a do meu afeto. Sinto muita falta de uns, humanos ou animais, de outros nem lembro. Quando minha mãe morreu, deixei ao encargo de uma prima os cuidados com o túmulo. Eu desejo ser cremada, então não preciso ter onde cair morta. Uma assopradela e voilá! Minhas cinzas se juntarão às infinitas cinzas e dejetos desta cidade.

Mas desde que encontrei uma máquina fotográfica que me acolhe e à minha miopia sem brigas, os cemitérios voltaram a me interessar.

São exemplos de estatuária muito bons. A maioria é tosca e comercial, mas alguns nos revelam muito mais do que o nome do morto. Vê-se que a estátua foi escolhida pra refletir um sentimento, às vezes pra refletir uma condição social, às vezes até mesmo a menção do que possa ter sido a vida do morto em questão.

Mais uma vez, você é capaz de aprender sobre a vida olhando os mortos. Ou melhor, o que os vivos que ficaram sentem em relação à morte. Eu sempre gostei de observar gentes. Passei a gostar de observar as cidades de gentes mortas, também.

Algumas fotos:

 

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sabia que você pode morrer cedo?

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Abro o mail e é essa a pergunta intempestiva que vem na caixa de spam. Sim, porque os intempestivos já vão direto pro spam, que é onde devem ficar, bando de mal-educados.

Mas voltando ao assunto,  como assim morrer cedo? Claro que eu sei que posso morrer. Não devia, mas posso. A qualquer momento. Engasgada com um caroço de azeitona ou atravessando a rua.

Isto posto, por que a pergunta? Se será cedo ou tarde depende muito de quem pergunta e de quem responde. E, principalmente, de quem me conhece ou não.

Eu já quis morrer. Na infância, em crise com os pais, mais especificamente com a mãe. Na vida adulta em momentos de depressão que quando vem funda não dá tempo de pensar em qualquer outra saída.

Mas foram momentos. Porque o instinto de sobrevivência em mim é forte pra cachorro. Aqueles vira-latas que ficam sem comer, apanham nas ruas mas resistem. Pelo menos é o que quero imaginar.

Então, pra mim, morrer sempre será cedo. Cedo pra fazer a montanha de coisas que quero e que vou ticando, com prazer. Se a lista diminui muito, eu vou pondo outros itens, qual sherazade fajuta inventando histórias pro sultão despótico.

Algumas pessoas talvez tenham querido que eu tivesse morrido bem mais cedo. Espero que não sejam muitas, mas já tive alunos que reclamaram de notas, colegas de trabalho que possivelmente tenham desejado isso em algum momento. Nunca tive inimigos declarados, mas no quesito ódio, a gente sempre tem surpresas.

Outras devem querer que eu viva bastante, aquelas que me amam. Também não são tantas assim, mas que as há, há.

Eu, pessoalmente, só me preocupo com isso em alguns momentos. Em aviões turbulentos, em gripes doloridas, em esperas angustiantes de resultados de exames médicos, enfim, aqueles momentos em que uma pessoa catastrofista como eu imagina ser chegada a hora final.

Mas em nenhum desses momentos, podem ter a certeza, me veio à cabeça pensar em um seguro de vida. Só valeria se um seguro de vida me garantisse, 100 % , a vida. Nem precisava ser eterna, só comprida o suficiente. E cumprida a contento.

Como nenhum garante isso, você, corretor ou corretora que me pergunta por e-mail, desavergonhadamente, se eu sei que posso morrer cedo, vá se catar!

Eu sei. E não tô nem aí.

 

 

 

biscoito e escada rolante

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Se alguém tem ou teve, como eu, uma mãe que nunca- eu disse nunca – subiu em uma escada rolante, saberá do que estou falando.

Tá certo que não existiam tantas escadas rolantes naquela época.. Ainda não existiam os shoppings e na loja mais próxima disso na época, o Mappin, a gente ia de um andar ao outro por elevador, com aqueles incríveis ascensoristas recitando tudo que havia em cada andar, sem hesitação e sem – tenho certeza disso- ganhar a mais pela performance.

Mas ela não subia na rolante. Pra mim, no auge da minha infância, aos seis, sete anos, isso era uma tortura. Porque no começo ela também não me deixava subir. Sabe com qual argumento? Se eu não descesse em tempo, a escada rolante ia me achatar, igual biscoito de forno. Eu morria de medo disso.

Aos poucos, porém, ela acabou por me deixar usar a rolante e aí era assim: quando saíamos juntas, ela ia de escada comum e eu subia sozinha na rolante, morrendo de vergonha alheia.

Hoje eu faço como ela. Subo sempre pela escada comum.

Medo de virar biscoito?

Não. Pra gastar calorias e exercitar as pernocas sempre.

Na realidade, por medo de virar pão de queijo, aqueles roliços…

pequenas coisas ridículas

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Vivemos tempos bicudos. Em todos os sentidos.

Em tempos bicudos, há que se buscar segurança.

Tudo bem, dinheiro dá segurança, ou compra; comida e despensa cheia também, como diziam meu pai e minha mãe, contemporâneos de guerras; família para uns, religião para outros, sei lá, um monte de coisas pode dar segurança para um monte de pessoas.

Eu tenho umas coisas estranhas para me dar segurança. Marido e filhos, alguns amigos, casa própria e despensa cheia, que eu sou bem filha dos meus pais, mas existem outras coisas pequenas, dessas que passam despercebidas pela vida e que quando vão embora a gente se sente assim, meio sem chão.

Minha cachorra medrosa, que morreu ano passado. Cheia de medo, mas eu podia ter certeza que quando ela me olhava nos olhos – o que ela fazia sempre – e me percebia mal, viria e se sentaria ao meu lado. Quanta segurança nesse simples ato!

Comer pipoca doce, daquelas cor de rosa. Custa um real. Ou três, agora com a inflação. Um pacotinho daqueles que existem em qualquer boteco, por pior ou mais longe que seja, me alivia.

Não como sempre. Nem todos os dias. Mas só saber que, se eu quiser ele não vai me faltar, me dá um alívio imenso. E será sempre igual, crocante e doce, quase um abraço apertado.

Meu velho robe de sair da cama. Só lembro dele no frio. Tem cheiro de banho, de talco, é peludo, quentinho. Fica me esperando atrás da porta. Fiel.

Cheiro de padaria. Em qualquer lugar do mundo, é sempre igual. Convidativo, repousante como uma velha trilha conhecida.

São coisas pequenas, vejo agora. Baratas. Coisas materiais, menos o olhar da minha cachorra, imaterial e triste. Mas todas passam carinho.

Em tempos bicudos, há que se armar de portos, aqui e ali, mas ir andando, lutando aqui, quebrando o pau ali, pulando obstáculos mas sabendo que a cada tanto pode-se ter um ponto de apoio.

Fala-se muito em coisas espirituais, em ajuda psicológica, em grupos de apoio. São bons. Mas eu gosto de pensar nas minhas pequenas coisas ridículas, que me seguram a cada tanto.  Um pacote de pipoca, um robe, um cheiro.

As pequenas coisas ridículas me fazem a existência menos.

Ridícula.

Em tempos bicudos.

as que vieram antes

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Eles eram bem pobres. Não pobres o suficiente pra passarem fome, mas pobres o suficiente pra não terem sapatos pra ir a escola. Pelo visto não eram os únicos naquela escola, mas ela tinha vergonha e escondia os pés debaixo da saia longa. No recreio não brincava. Ficava ali, escondendo os pés.

Isso até o primário. Depois disso o pai disse : lugar de menina é ajudando a mãe na cozinha. Chega de estudar. A mãe era bastante doente, um câncer indo e vindo. Por sorte, acabou indo e ela morreu bem mais velha, de outra coisa. Mas isso é outra história.

Ela saiu da escola contrafeita. Gostava de estudar.

Logo depois, o pai morre. A mãe, aquela com o câncer indo e voltando, teve que cuidar de tudo. A irmã mais velha foi trabalhar, a menor ainda era bem pequena e os dois do meio se viraram. Ela ficou com a mãe, na cozinha.

Aprendeu a cozinhar bem. Casou cedo. Teve quatro filhos. Uma morreu bem pequena, os outros “vingaram”.

A mais nova, nunca deixou chegar nem perto da cozinha. Filha minha tem que estudar. Pra trabalhar e pagar empregada, se quiser.

Quando o namoradinho da filha entrou na casa pela primeira vez, um longo discurso o esperava.

Nem pense em  casar se ela não acabar de estudar.

Ela estudou. E quando casou, não sabia fazer nem mesmo um cafezinho.

Tudo bem. Café se aprende a fazer. Mas a estudar e ter independência, foi com ela que aprendi a importância.

Minha mãe e minha avó. As que lutaram antes de mim.

sozinha

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A gente faz coisas meio esquisitas quando acha que ninguém está olhando.

Sei lá, eu faço.

Principalmente quando estou sozinha em casa.

Quando era pequena e ficava sozinha, lá com uns 10 ou 12 anos, eu fumava. Daí nem precisava me trancar no banheiro e ficar fumando com o chuveiro ligado e o cigarro saindo pela janelinha (como se ninguém fosse perceber depois). Como meu pai era fumante, cigarro havia em casa. Depois de um tempo eu passei a economizar o dinheiro do lanche e comprava cigarro, por unidade.

Depois de casada, com minha própria casa, com filhos, ficar sozinha significava que o pai havia levado as crianças pra algum lugar, cinema, teatro, algo assim. Aí eu descansava. E arrumava a bagunça da casa sem as crianças por perto.

Hoje, aposentada, ficar sozinha me faz fazer coisas patéticas. Eu faço comida para mim, que sou gulosa, mas nem pensar em usar pratos pra comer. E ter que lavar depois? Não mesmo. Como na panela. Ah, é claro que sozinha não tem aquela de fazer salada, prato principal, acompanhamento, legumes ou verdura. Faço aquele “tamo junto” e como com colher. Na panela.

Também não como na mesa. Acho que uma das piores formas de solidão é comer sozinha. Então pego minha panelinha, minha colher e vou pra frente da TV. Mesmo que seja só pra ouvir o som de uma voz humana.

Sozinha em casa também costumo falar comigo mesma. E respondo. E até já cheguei ao cúmulo de brigar comigo. E ficar mal- humorada. Isso é meio esquiso, eu sei, mas sou várias.

Canto também.

Se de garota eu adorava a chance de ficar sozinha, e ia correndo experimentar as roupas da minha mãe, as jóias, os sapatos, hoje fico bastante chateada com isso. Posso até comprar alguma coisa, mas evito. Porque se eu falo comigo mesma e respondo, sou, porém, incapaz de dar uma opinião na qual eu confie sobre uma roupa, um cabelo, uma bijou. Aí confio mais em outras pessoas. Eu mesma sou muito crítica.

Ficar sozinha ainda tem seu lado bom, hoje em dia. Mas por pouco tempo. Embora goste de dormir sozinha, porque de manhã a cama está arrumadíssima – que eu me mexo pouco- por outro lado não ter interlocutor de peso me derruba.

Eu respondo a mim mesma. Mas meu outro eu não me leva a sério.

A resposta que eu costumo ouvir de mim mesma, quando sozinha, querendo saber a opinião de alguma coisa, sempre é:

– ah, sério que você quer saber isso mesmo?

Eu fico sozinha, mas eu e meus outros eus não conseguimos manter a ordem aqui dentro.

aos aniversariantes do dia

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Dois amigos aniversariam hoje. Um amigo presencial, de longuíssima data. Outra, amiga virtual, de bastante tempo.

Amizades diferentes mas que têm algo em comum: gosto bastante deles.

De um eu sei o cheiro, a pele, o cabelo liso e a língua afiada, seguindo o pensamento rápido.

Da outra só sei o que vejo na planura das fotos. E o que leio. Da calma, da cerveja, do gosto pela história de um país e do bom senso de quem sabe das coisas.

Gosto disso tudo.

Nunca me arrependi das amizades virtuais. Algumas, quando consegui trazer pra realidade, só mostraram o que eu já sabia. Só confirmaram o que eu já sentia.

Este – o mundo virtual – é estranho. Pode-se – e é o que acontece hoje – odiar muito nele. Porque é o ódio diferente daquele do olho no olho, da narina que se abre, do olho que se fecha. O ódio virtual parece não ter culpa. O linchamento virtual parece não seguir nenhuma regra de moral ou ética conhecidas.

Não gosto nem um pouco disso, embora na vida real odeie bastante coisas. Mas a vida real me permite refletir, a virtual não dá tempo.

Então prefiro gostar. Quem não gosto, não olho. Ou não sigo. De quem gosto, fico feliz com os sucessos, com as alegrias. E, de alguma forma, compartilho.

Meus aniversariantes do dia, gosto de poder dizer a vocês: parabéns. Fiquem felizes.

Que eu, aqui deste lado do monitor, também ficarei.

Os outros, ora, os outros…